segunda-feira, 23 de maio de 2016
O fim das greves sem sentido no Porto de Lisboa
Deparamos-nos hoje com a notícia de que os Operadores do Porto de Lisboa iriam avançar para o despedimento coletivo dos
estivadores, despedimento esse causado pelas inúmeras greves efetuadas.
O motivo, segundo os Operadores, deve-se às greves sucessivas
que levaram a uma diminuição de cerca de 50% da atividade do porto, logo existe
atualmente um excesso de trabalhadores.
Os Operadores afirmam que este despedimento não se
trata de uma qualquer vingança pelas sucessivas greves, mas sim uma necessidade,
mas será verdade?
Com esta actual greve, fala-se em prejuízos de 300.000€ diários e sendo estes
valores verdadeiros, não há no mundo empresa que resista por muito tempo.
Neste momento, em que as exportações necessitam de
aumentar, estão a prejudicar as empresas exportadoras, mantendo em terra os
contentores e impedindo as mesmas de cumprirem os prazos acordados com os
clientes. Ao não descarregarem os navios, estão a contribuir para que muitas
empresas fiquem sem laborar por falta de matéria-prima. Isto faz com que muitos
dos portugueses, que até ganham menos do que um “pobre estivador”, fiquem com
os seus empregos em risco. Estes portugueses não irão fazer greve.
Ainda não sabem, mas de certeza que irão
ficar muito pior. Os Operadores irão tentar, dentro da Lei, despedir o maior
número de Estivadores possível e de seguida contratar outros, em sua
substituição, com salários mais baixos e com condições precárias de trabalho.
Muitos destes novos estivadores, serão quase de certeza os mesmos que agora
provocam prejuízos ao Porto de Lisboa e à economia e que ficarão à mercê dos
patrões sem direito a reclamar seja o que for. Depois não irão fazer greves.
Estes senhores não conseguiram o apoio dos portugueses para a sua luta, pois foram das classes profissionais que pouco ou nada
contribuiu para que Portugal saísse da terrível crise em que se encontrou. Esta
crise levou muitos dos nossos portugueses a reinventarem-se para sobreviver, a
mudarem de vida, de cidade e de país. Foram estes que “safaram” o país, ao
contrário de alguns, como os Estivadores do porto de Lisboa, que prejudicaram a
nossa economia na intenção mesquinha de manterem as suas regalias, muito
vulgarmente chamados “tachos”.
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