domingo, 29 de maio de 2016

Manifestação pelo Ensino Privado.Os argumentos que já não convencem.

Realizou-se hoje em Lisboa, uma manifestação organizada pelas Cooperativas de Ensino Privado, contra a decisão do Governo em não manter contratos de associação com alguns estabelecimentos privados de ensino, onde participaram não só os pais dos alunos, alunos e outros interessados nesta luta, mas também alguns políticos, que aproveitaram esta manifestação apenas (como é hábitos destes senhores) para fins  políticos, mas a esses já lá vamos.

Esta manifestação aconteceu sob o argumento da defesa do ensino privado, não da qualidade desse ensino nem na defesa de quem lá trabalha, pelo menos eu não ouvi o que quer que fosse relacionado com estes 2 pontos.

Os argumentos usados foram os mesmos de sempre, liberdade de escolha por parte dos pais, a defesa dos alunos que não querem mudar de escola e de que o Estado deixará de continuar a pagar pelas turma que existem nos Estabelecimentos Privados de Ensino.

Estes argumentos, pelo menos para mim, não são válidos nem sérios, porque o direito à escolha continua a existir porque os pais e bem, continuam a ter o direito de escolher o que consideram melhor para os filhos, contudo deverão ter em mente que deverão pagar essa escolha e não os outros. 

Todas as crianças que frequentam o ensino público mudam de escola, pelo menos uma vez, quando mudam de ciclo e não é por isso que são prejudicadas, nem o seu sucesso escolar "beliscado".

Quanto ao argumento de que o Estado deixará de vez de pagar as turmas desses colégios privados, também não é verdade, até porque o Estado compromete-se a pagar pelas turmas até ao final de ciclo e apenas não pagará a criação de novas turmas e isto em situações em que estes contratos sejam desnecessários.

As Cooperativas não falam que o real motivo, tem a ver com o dinheiro que deixarão de receber do Estado e consequentemente, com uma futura diminuição do lucro.

Por fim, os políticos que hoje decidiram dar apoio a esta manifestação, alguns, se calhar, deviam tomar medicamentos para a falta de memória do que fizeram num passado bem recente.

O Sr. Deputado Pedro Mota Soares, dos poucos políticos que deram a cara nesta manifestação, falou em falta de racionalidade do Governo com este assunto e que a despesa com a manutenção destes contratos seria apenas 0,1% do orçamento do Min. da Educação. Ora, este senhor foi Ministro da Segurança Social e deve ter-se esquecido dos cortes que efetuou prejudicando gravemente muitos Portugueses como, os cortes nas pensões, nos subsídios de doença e desemprego. Também se esquece que este ano e devido à necessidade de se controlar a despesa do Estado, o Orçamento para a educação teve um corte de 82M de Euros e que logo, há necessidade de se racionalizar os custos com este setor.

Outro Sr. que também por lá apareceu foi mais um daqueles deputados profissionais (pois ainda não lhe conheci outra profissão), o Sr. deputado Duarte Pacheco, que afirma que o Ministério da Educação “está comando por forças estalinistas”, mas esquece-se de que o seu partido, enquanto governo, criou as maiores dificuldades aos Portugueses, tal como Estaline criou aos Russos quando era líder da ex-União Soviética

Dito isto, posso concluir que o “barulho” feito por esta medida do Governo apenas e só está relacionado com o prejuízo, sendo mais correto dizer menor lucro, que alguns “amigos” de alguns partidos, poderão ter com a revisão e o fim de alguns destes Contratos de Associação.

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