Realizou-se hoje em Lisboa, uma manifestação
organizada pelas Cooperativas de Ensino Privado, contra a decisão do Governo em
não manter contratos de associação com alguns estabelecimentos privados de
ensino, onde participaram não só os pais dos alunos, alunos e outros
interessados nesta luta, mas também alguns políticos, que aproveitaram esta
manifestação apenas (como é hábitos destes senhores) para fins políticos,
mas a esses já lá vamos.
Esta manifestação aconteceu sob o argumento da defesa
do ensino privado, não da qualidade desse ensino nem na defesa de quem lá
trabalha, pelo menos eu não ouvi o que quer que fosse relacionado com estes 2 pontos.
Os argumentos usados foram os mesmos de sempre,
liberdade de escolha por parte dos pais, a defesa dos alunos que não querem
mudar de escola e de que o Estado deixará de continuar a pagar pelas turma que
existem nos Estabelecimentos Privados de Ensino.
Estes argumentos, pelo menos para mim, não são válidos
nem sérios, porque o direito à escolha continua a existir porque os pais e bem,
continuam a ter o direito de escolher o que consideram melhor para os filhos,
contudo deverão ter em mente que deverão pagar essa escolha e não os outros.
Todas as crianças que frequentam o ensino público
mudam de escola, pelo menos uma vez, quando mudam de ciclo e não é por isso que
são prejudicadas, nem o seu sucesso escolar "beliscado".
Quanto ao argumento de que o Estado deixará de vez de
pagar as turmas desses colégios privados, também não é verdade, até porque o
Estado compromete-se a pagar pelas turmas até ao final de ciclo e apenas não
pagará a criação de novas turmas e isto em situações em que estes contratos
sejam desnecessários.
As Cooperativas não falam que o real motivo, tem a ver
com o dinheiro que deixarão de receber do Estado e consequentemente, com uma
futura diminuição do lucro.
Por fim, os políticos que hoje decidiram dar apoio a
esta manifestação, alguns, se calhar, deviam tomar medicamentos para a falta de
memória do que fizeram num passado bem recente.
O Sr. Deputado Pedro
Mota Soares, dos poucos políticos que deram a cara nesta
manifestação, falou em falta de racionalidade do Governo com este assunto e que
a despesa com a manutenção destes contratos seria apenas 0,1% do orçamento do
Min. da Educação. Ora, este senhor foi Ministro da Segurança Social e deve
ter-se esquecido dos cortes que efetuou prejudicando gravemente muitos
Portugueses como, os cortes nas pensões, nos subsídios de doença e desemprego.
Também se esquece que este ano e devido à necessidade de se controlar a despesa
do Estado, o Orçamento para a educação teve um corte de 82M de Euros e que
logo, há necessidade de se racionalizar os custos com este setor.
Outro Sr. que também por lá apareceu
foi mais um daqueles deputados profissionais (pois ainda não lhe conheci outra
profissão), o Sr. deputado Duarte Pacheco, que afirma que o Ministério da
Educação “está comando por forças estalinistas”, mas esquece-se de que o seu
partido, enquanto governo, criou as maiores dificuldades aos Portugueses, tal
como Estaline criou aos Russos quando era líder da ex-União Soviética
Dito isto, posso concluir que o
“barulho” feito por esta medida do Governo apenas e só está relacionado com o
prejuízo, sendo mais correto dizer menor lucro, que alguns “amigos” de alguns partidos,
poderão ter com a revisão e o fim de alguns destes Contratos de Associação.
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